Bruxelas, 5 mai (EFE).- O Ecofin, conselho que reúne os ministros de Finanças da União Europeia (UE), se mostrou hoje convencido de que as iniciativas adotadas para lutar contra a crise terão efeito nos próximos meses e descartaram por enquanto aumentar a pressão sobre as contas públicas com a tomada de novas medidas.
O Ecofin analisou em sua reunião mensal as novas previsões econômicas da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), segundo as quais as economias do bloco e da zona do euro cairão 4% neste ano e a recuperação não começará antes de 2010.
Apesar da gravidade da situação, os países-membros da UE acham que os planos iniciados até agora são suficientes e, para não continuar engordando o déficit público - que em muitos casos já supera o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) fixado pelo Pacto de Estabilidade -, vão esperar seus resultados.
"A Europa está em situação de crise", admitiu em entrevista coletiva o ministro de Finanças tcheco, Miroslav Kalousek, mas lembrou que não se pode esquecer o objetivo de contar com contas públicas sustentáveis no longo prazo.
Na mesma linha, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, insistiu em que os países da UE já destinaram uma "enorme quantidade de dinheiro" à luta contra a crise.
"Agora, esperamos que todos esses esforços comecem a dar resultado nos próximos trimestres", afirmou o comissário.
Segundo Kalousek, todos os países estão conscientes de que é preciso criar uma "estratégia de saída", que permita voltar à consolidação orçamentária, ao mesmo tempo em que a economia comece a crescer de novo.
Para Almunia, a UE tem que "estar pronta para suspender os pacotes de impulso conjuntural quando a demanda puder se sustentar sem ajuda".
Além do debate sobre conjuntura e sobre a situação dos cofres públicos, os ministros de Finanças de 27 países-membros do bloco europeu discutiram hoje a última proposta da República Tcheca, que ocupa a Presidência da UE, para atualizar a tributação sobre o tabaco, mas não chegaram a um acordo.
A Presidência tcheca propõe elevar, a partir de 2014, a tributação mínima para 90 euros por mil cigarros - o que representa 1,80 euro por maço.
Fontes da UE indicaram que a rejeição se concentra nos países que ainda não alcançaram os impostos mínimos vigentes no bloco - porque assim o negociaram em seus tratados de adesão - e sobre os períodos transitórios que receberão para continuar se aproximando aos encargos gerais.
Em matéria fiscal, a Comissão Europeia informou aos ministros sobre o andar das negociações com Liechtenstein para estabelecer um novo acordo com este país que incorpore a troca automática de informações fiscais caso estas sejam solicitadas.
O órgão executivo da UE também anunciou sua intenção de começar a discutir o mesmo assunto com Suíça, San Marino, Mônaco e Andorra.
Por último, o Ecofin aprovou hoje formalmente a norma que permitirá a todos os Estados-membros aplicar um imposto reduzido a uma série de serviços, entre eles a construção e reparação de imóveis.
O Ecofin analisou em sua reunião mensal as novas previsões econômicas da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), segundo as quais as economias do bloco e da zona do euro cairão 4% neste ano e a recuperação não começará antes de 2010.
Apesar da gravidade da situação, os países-membros da UE acham que os planos iniciados até agora são suficientes e, para não continuar engordando o déficit público - que em muitos casos já supera o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) fixado pelo Pacto de Estabilidade -, vão esperar seus resultados.
"A Europa está em situação de crise", admitiu em entrevista coletiva o ministro de Finanças tcheco, Miroslav Kalousek, mas lembrou que não se pode esquecer o objetivo de contar com contas públicas sustentáveis no longo prazo.
Na mesma linha, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, insistiu em que os países da UE já destinaram uma "enorme quantidade de dinheiro" à luta contra a crise.
"Agora, esperamos que todos esses esforços comecem a dar resultado nos próximos trimestres", afirmou o comissário.
Segundo Kalousek, todos os países estão conscientes de que é preciso criar uma "estratégia de saída", que permita voltar à consolidação orçamentária, ao mesmo tempo em que a economia comece a crescer de novo.
Para Almunia, a UE tem que "estar pronta para suspender os pacotes de impulso conjuntural quando a demanda puder se sustentar sem ajuda".
Além do debate sobre conjuntura e sobre a situação dos cofres públicos, os ministros de Finanças de 27 países-membros do bloco europeu discutiram hoje a última proposta da República Tcheca, que ocupa a Presidência da UE, para atualizar a tributação sobre o tabaco, mas não chegaram a um acordo.
A Presidência tcheca propõe elevar, a partir de 2014, a tributação mínima para 90 euros por mil cigarros - o que representa 1,80 euro por maço.
Fontes da UE indicaram que a rejeição se concentra nos países que ainda não alcançaram os impostos mínimos vigentes no bloco - porque assim o negociaram em seus tratados de adesão - e sobre os períodos transitórios que receberão para continuar se aproximando aos encargos gerais.
Em matéria fiscal, a Comissão Europeia informou aos ministros sobre o andar das negociações com Liechtenstein para estabelecer um novo acordo com este país que incorpore a troca automática de informações fiscais caso estas sejam solicitadas.
O órgão executivo da UE também anunciou sua intenção de começar a discutir o mesmo assunto com Suíça, San Marino, Mônaco e Andorra.
Por último, o Ecofin aprovou hoje formalmente a norma que permitirá a todos os Estados-membros aplicar um imposto reduzido a uma série de serviços, entre eles a construção e reparação de imóveis.
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