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terça-feira, 26 de maio de 2009

GM fracassa em troca de dívida e concordata fica próxima

A General Motors Corp não conseguiu convencer suficientes credores seus a aceitarem uma troca da dívida da empresa por participação acionária, preparando o palco para a maior concordata da história da indústria americana, no final deste mês.

A maior montadora dos EUA tem até agora fracassado em conquistar o apoio de perto de 90% de acionistas interessados em evitar a concordata, disseram duas fontes com conhecimento das discussões à Reuters nesta terça-feira. Os credores da GM têm até a meia-noite para tomar suas decisões finais em relação ao acordo.

A partir do meio-dia desta terça-feira, a fonte afirmou que a empresa teria um interesse "baixo, de um dígito" apenas, de seus credores.

As fontes da Reuters disseram que a GM provavelmente irá entrar com pedido de concordata pouco tempo depois da meia-noite desta terça-feira, mas antes do dia 1º de junho.

O fracasso em conseguir o apoio de seus credores é uma decepção crucial para a GM, a maior montadora de veículos dos EUA, e que já foi considerada referência para toda a indústria americana. Nos anos 50, uma popular propaganda da marca afirmava que "O que é bom para a General Motors, é bom para os EUA".

"Eu diria que esta é uma rejeição sã para uma oferta indevida", afirmou Pete Hastings, um analista de crédito da Morgan Keegan que tem seguido o caso da GM. "Eu tenho dito há algum tempo que essa coisa estava morta desde o começo e nós estávamos apenas esperando o médico anunciar a morte. Agora, isso aconteceu."

Enquanto vários prazos chegam ao fim para a montadora, dirigentes do sindicato United Auto Workers irão se reunir para ouvir quantos empregos de fábrica a GM irá cortar, como parte de seu plano de reestruturação.

Autoridades do sindicato, representando 54 mil funcionários da GM, têm agendado uma reunião para preparar um rápido voto de ratificação dos acordo trabalhista com corte de custos negociado na semana passada. O sindicato espera completar esses votos até quinta-feira.

A aprovação do contrato, que mudaria os termos de pagamento de US$ 20 bilhões devidos pela empresa a um fundo de garantia do UAW, representa um dos obstáculos que a GM deve superar antes do prazo final de 1º de junho determinado pelo governo Obama.

Mas os credores empacaram propostas de que perdoassem a dívida, em troca de uma participação acionária de 10% na empresa reestruturada.

Sob o atual plano da GM, o fundo de garantias do UAW para seguro de saúde receberia uma participação acionária de cerca de 39%. Já o Tesouro americano teria uma participação de 50%. Os atuais acionistas receberiam apenas 1% da empresa reestruturada.

Uma fonte próxima ao governo Obama disse, sobre a questão, que o atual governo continuava tratando com credores para chegar a um acordo.

As açãoes da GM, que a montadora avisou poderiam perder todo o seu valor em uma concordata, caíram US$ 0,20, ou 14%, para US$ 1,23 na bolsa de valores de Nova York nesta terça-feira.

O governo americano forneceu um total de US$ 36,6 bilhões para a GM, a Chrysler e suas unidades financeiras desde dezembro.

Em uma entrevista transmitida no fim-de-semana passado, Obama afirmou que espera que a GM e a Chrysler surjam da resstruturação "menores, mais fortes, e mais competitivas".

"No final das contas, creio que a GM será uma empresa forte", disse ele.

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