quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Degelo na Antártica e na Groenlândia surpreende cientistas
Noticia sugerida por Solange Lamão.
OSLO (Reuters) - Cientistas estão surpresos com a extensão do degelo na Antártica e na Groenlândia, mostrou um estudo nesta quarta-feira que pode ajudar a prever o tamanho do aumento do nível do mar associado à mudança climática.
Análises de milhões de imagens a laser de satélites da Nasa revelaram que a maior perda de gelo foi causada pela aceleração do fluxo das geleiras em direção ao mar, de acordo com cientistas do Grupo Britânico de Pesquisas Antárticas (BAS, na sigla em inglês) e da Universidade de Bristol.
"Estamos surpresos em ver um padrão tão forte de diminuição de espessura das placas de gelo por áreas tão grandes da costa --é um fenômeno amplo e em alguns casos se estende por centenas de quilômetros em terra", disse Hamish Pritchard, do BAS, que liderou o estudo.
"Nós acreditamos que as correntes oceânicas aquecidas que atingem a costa e derretem o gelo são a causa mais provável da aceleração do fluxo das geleiras", afirmou em comunicado.
"Esse tipo de derretimento do gelo é tão pouco compreendido que continua sendo a parte mais imprevisível do aumento futuro do nível do mar", acrescentou. O BAS afirma que o estudo deu o "quadro mais amplo" até aqui do derretimento do gelo.
O aumento do nível do mar causado pelo degelo de grandes quantidades de gelo na Antártica e na Groenlândia pode ameaçar ilhas do Pacífico, áreas litorâneas em todo o mundo e cidades como Londres e Buenos Aires.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse neste mês que o aquecimento global, provocado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, pode aumentar o nível do mar de 0,5 a 2 metros neste século --mais do que a maioria dos especialistas tem antecipado.
Entre as conclusões, o estudo desta quarta-feira mostra que 81 das 111 geleiras com degelo rápido na Groenlândia têm diminuído a uma velocidade duas vezes mais rápida que áreas de degelo mais lento na mesma altitude.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Arrecadação cai pelo décimo mês seguido com recuo de 7,49% em agosto.
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 14h48.
A arrecadação federal teve queda real de 7,49% em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal. É o décimo mês consecutivo que a arrecadação cai, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em agosto, foram arrecadados R$ 52,06 bilhões. Em relação a julho também houve queda de 11,39% (descontada a inflação).
No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 436,79 bilhões, queda real de 7,40% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Receita atribui a queda à crise econômica, que derrubou a produção industrial em julho (- 9,90% contra 8,50% em julho de 2008) e reduziu o crescimento do volume geral de vendas e da massa salarial.
Além disso, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e para a linha branca fez cair em 34% a arrecadação total do tributo em agosto em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 3,69 bilhões em agosto do ano passado para R$ 2,44 bilhões no mês passado.
Só o IPI automóveis caiu 72,24%. A Receita estima em R$ 17,3 bilhões a redução da arrecadação em 2009 por conta das desonerações tributárias.
Outros impostos
Houve queda também no recolhimento da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) de 23,09% em relação a agosto de 2008. A CSLL recolhida de entidades financeiras (como bancos), porém cresceu 42,84%. A Cide-Combustíveis registrou crescimento de 39,68%.
Outros impostos registraram queda, como o Imposto de Importação (14,58%) e do Imposto de Renda total (17,28%)e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras 21,49%).
Em julho, a Receita previu para este ano a primeira redução na carga tributária desde 2003, em decorrência da crise econômica. A Receita informou que devem pesar sobre a carga as desonerações promovidas pelo governo federal e a menor lucratividade das empresas.
Em 2008, a carga tributária brasileira bateu novo recorde histórico e chegou a 35,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
Nos 15 anos desde a implantação do Plano Real, só houve redução da carga tributária em 1996 e 2003, que também foram anos de crise.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Os 10 carros que afundaram a GM
2. Chevrolet SSR O carro é vistoso, uma picape conversível inspirada nos carros dos anos 30. Mas a caçamba era tão pequena que inviabilizava o transporte de carga. E quem quer pagar caro por uma picape que não funciona como picape?
3. Saturn L Series A ideia até que era boa: criar um carro relativamente pequeno, com padrão europeu. O problema é que a plataforma era de um velho Opel que a GM desenterrou de sua fábrica na Alemanha e o desenho do carro deixou a desejar
4. GMC Envoy XUV O Envoy foi projetado para ser um luxuoso SUV equipado com um caríssimo teto retrátil que transformava o carro em picape. Coisa para decoradoras transportarem antiguidades. Como decoradoras que transportam antiguidades é um nicho muito pequeno, o carro foi um fiasco
5. EV1 Criado para atender a exigência de um carro de emissão zero para o mercado californiano, o EV1 significou um caminho diverso em comparação às outras montadoras. Em vez de adaptar um carro que já existia, a GM criou um novo e caríssimo. No meio do caminho decidiu abortar o projeto e foi alvo de protestos de ambientalistas que denunciaram a empresa por boicotar a criação de um carro verde.
6. B Bodies Na racionalização da produção de seus modelos, a GM criou os chamados B Bodies, carros que dividiam plataforma e partes da carroceria. Nos anos 90, uma fornada de modelos saiu de uma mesma base, entre eles o Oldsmobile Custom Cruiser, Buick Roadmaster, Cadilac Fleetwood Brougham, Chevy Caprice (foto), e Chevy Impala SS. Os carros venderam bem, mas criaram um problema de identidade entre as marcas - e, em vez de resolver um problema, criaram outro
7. Cadilac Escalade EXT O Escalade foi um sucesso que recuperou a marca Cadilac. Daí, a GM achou que poderia criar uma picape (mais uma) derivada dele. Só que o minicaminhão de luxo não agradou.
8. Chevrolet Aveo Desenhado na Coréia, o carro não caiu no gosto dos americanos. Era visto como apertado, desconfortável, maldesenhado e feio. Não bastasse tudo isso, a GM foi além e criou uma espécie de gêmeo batizado como Pontiac G3 Wave. Resultado: dois fracassos de vendas.
9. Pontiac Aztek Uma ideia boa em péssima embalagem. O Aztek inovou no conceito de crossover, mas o desenho horrendo e agressivo assustou os compradores
10. Saab 9-2X Os engenheiros da GM pegaram um carro feito pela japonesa Subaru, empresa em que a montadora americana tem participação de 20% e o maquiaram com grade e logotipo da sueca Saab, também pertencente à GM. O resultado foi um Frankenstein apelidado de Saabaru pelos americanos
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz 'El País'
"Apesar da crise financeira mundial, os investimentos que chegaram de fora do país duplicaram em abril. Os analistas econômicos opinam que, depois de um primeiro trimestre incerto, os investidores estrangeiros estão devolvendo a confiança ao Brasil", diz o jornal.
Segundo a reportagem, o fato tem duas explicações. A primeira, que a crise mundial afetou apenas "ligeiramente" o Brasil, e o país poderá crescer em 2010 de 4% a 5%, segundo o ministro (da Fazenda) Guido Mantega".
Em segundo lugar, os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e "seguem sendo apetitosos para os investidores".
O jornal observa que a não ser que haja uma forte retirada de recursos nos últimos dias do mês, o resultado dos investimentos estrangeiros em maio deverá ser o melhor desde abril do ano passado.
Apesar dos números positivos em relação aos investimentos, a reportagem comenta que eles trazem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a preocupação com a valorização do real por conta da forte entrada de recursos no país.
"The Times"
A situação econômica do Brasil e os efeitos da crise mundial também foram tema de um artigo de opinião publicado nesta quinta-feira pelo diário britânico "The Times".
O colunista econômico Anatole Kaletsky, após visitas à África do Sul e ao Brasil, diz que os dois países, apesar de atingidos fortemente pela crise, "parecem mais fortalecidos do que deprimidos pela experiência".
"A notável resistência dessas economias e a confiança de suas comunidades empresariais, de sua mídia e de seus mercados financeiros, em contraste com a melancolia apocalíptica na Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos, destaca as três transformações que esta crise trouxeram à tona", diz o colunista.
A primeira transformação, segundo ele, é a emergência da classe média nos países desenvolvidos como principal motor do crescimento econômico global nas próximas décadas.
Ele observa que os cálculos do FMI indicam que as economias emergentes contribuirão com 100% do crescimento global até 2010, e pelo menos 70% nos cinco anos seguintes.
A segunda transformação, de acordo com Kaletsky, é "a habilidade das economias emergentes de determinar seus próprios destinos, independentemente do sucesso ou do fracasso das políticas econômicas dos Estados Unidos ou da Europa".
"Apesar de as economias emergentes não terem conseguido se isolar completamente da crise global, elas conseguiram finalmente refutar o clichê de que quando os Estados Unidos espirram, o mundo pega pneumonia", diz o artigo.
A terceira mudança, segundo o colunista, é a transformação política e social provocada pelo crescimento da classe média, com o fortalecimento de democracias de livre-mercado plurais e liberais.
terça-feira, 26 de maio de 2009
GM fracassa em troca de dívida e concordata fica próxima
A General Motors Corp não conseguiu convencer suficientes credores seus a aceitarem uma troca da dívida da empresa por participação acionária, preparando o palco para a maior concordata da história da indústria americana, no final deste mês.
A maior montadora dos EUA tem até agora fracassado em conquistar o apoio de perto de 90% de acionistas interessados em evitar a concordata, disseram duas fontes com conhecimento das discussões à Reuters nesta terça-feira. Os credores da GM têm até a meia-noite para tomar suas decisões finais em relação ao acordo.
A partir do meio-dia desta terça-feira, a fonte afirmou que a empresa teria um interesse "baixo, de um dígito" apenas, de seus credores.
As fontes da Reuters disseram que a GM provavelmente irá entrar com pedido de concordata pouco tempo depois da meia-noite desta terça-feira, mas antes do dia 1º de junho.
O fracasso em conseguir o apoio de seus credores é uma decepção crucial para a GM, a maior montadora de veículos dos EUA, e que já foi considerada referência para toda a indústria americana. Nos anos 50, uma popular propaganda da marca afirmava que "O que é bom para a General Motors, é bom para os EUA".
"Eu diria que esta é uma rejeição sã para uma oferta indevida", afirmou Pete Hastings, um analista de crédito da Morgan Keegan que tem seguido o caso da GM. "Eu tenho dito há algum tempo que essa coisa estava morta desde o começo e nós estávamos apenas esperando o médico anunciar a morte. Agora, isso aconteceu."
Enquanto vários prazos chegam ao fim para a montadora, dirigentes do sindicato United Auto Workers irão se reunir para ouvir quantos empregos de fábrica a GM irá cortar, como parte de seu plano de reestruturação.
Autoridades do sindicato, representando 54 mil funcionários da GM, têm agendado uma reunião para preparar um rápido voto de ratificação dos acordo trabalhista com corte de custos negociado na semana passada. O sindicato espera completar esses votos até quinta-feira.
A aprovação do contrato, que mudaria os termos de pagamento de US$ 20 bilhões devidos pela empresa a um fundo de garantia do UAW, representa um dos obstáculos que a GM deve superar antes do prazo final de 1º de junho determinado pelo governo Obama.
Mas os credores empacaram propostas de que perdoassem a dívida, em troca de uma participação acionária de 10% na empresa reestruturada.
Sob o atual plano da GM, o fundo de garantias do UAW para seguro de saúde receberia uma participação acionária de cerca de 39%. Já o Tesouro americano teria uma participação de 50%. Os atuais acionistas receberiam apenas 1% da empresa reestruturada.
Uma fonte próxima ao governo Obama disse, sobre a questão, que o atual governo continuava tratando com credores para chegar a um acordo.
As açãoes da GM, que a montadora avisou poderiam perder todo o seu valor em uma concordata, caíram US$ 0,20, ou 14%, para US$ 1,23 na bolsa de valores de Nova York nesta terça-feira.
O governo americano forneceu um total de US$ 36,6 bilhões para a GM, a Chrysler e suas unidades financeiras desde dezembro.
Em uma entrevista transmitida no fim-de-semana passado, Obama afirmou que espera que a GM e a Chrysler surjam da resstruturação "menores, mais fortes, e mais competitivas".
"No final das contas, creio que a GM será uma empresa forte", disse ele.